abril 07, 2015


Peço desculpas por te escrever nesse papel manchado de café. E sobre o fraquejo da letra, peço desculpas também. Minha caneta não está nada boa. Mas, ainda assim, continuarei a escrever. Peço desculpas pelos longos silêncios de uma palavra para outra, mas eu não encontro as palavras. Ontem aconteceu uma coisa estranha, acho que não te contei sobre isso, mas se eu já tiver contado, peço desculpas. Sei que você perde o calor quando você escuta um caso já contado, e não gostaria que isso acontecesse com você. Peço desculpas, mas não devia ter escrito isso, peço que você pule esse pedaço para que eu não tenha que rasurar essa parte. Assim, o papel não resistiria. Já tem o café, a caneta falha, na qual, volta e meia, eu reforço algumas meias palavras. Mas não quero grifar nada. Peço desculpas, se isso parecer. Enfim, prosseguirei. Cada parte daqui fui eu mesmo que escrevi. Já rasguei algumas tentativas, e espero que esta não tenha o mesmo fim. Nisso tudo, meu único receio é que este papel não chegue a você, e que assim, você não receba tudo aquilo que está aqui dentro.

Do seu.

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