ir até o ponto final sem saber onde fim invisível onde agora escuridão e branco por toda parte escuta quando estiver seco e o branco sumir de uma vez por toda ele
retornará e depois desaparecerá
interminavelmente então fecho os olhos e deixo o branco
vazar vagamente por aqui dentro e assim eu
começo a me perder com ele como num gesto que
gira no seu próprio eixo abrindo e
fechando e que se refaz a duas mãos a minha e a dele e no
fim nós dois abriremos os olhos e nos olharemos
agosto 16, 2014
fevereiro 12, 2014
.C.at.ava. pontos.. po.r ond.e pas..sav.a..
E os guardavam silenciosamente consigo
Foi então que de tanto guardar os pontos
Decidiu, um dia, retirá-los todos e alinhá-los
De um por um, ali mesmo, em meio ao chão
Sabia que eles guardavam um jeito estranho
De fechar e era isso que os prendiam a ele
E assim vendo-os abandonados, perto um
Do outro, começou a chorar...........................descontroladamente
E os guardavam silenciosamente consigo
Foi então que de tanto guardar os pontos
Decidiu, um dia, retirá-los todos e alinhá-los
De um por um, ali mesmo, em meio ao chão
Sabia que eles guardavam um jeito estranho
De fechar e era isso que os prendiam a ele
E assim vendo-os abandonados, perto um
Do outro, começou a chorar...........................descontroladamente
fevereiro 09, 2014
E os pássaros voam sobre nós
o braço esquerdo sobe e fica um espaço entre eu e os dedos e você me olha e o corpo gira no mesmo lugar o braço direito logo avança e o corpo se ajeita na distância de um para o outro
sobe um arrepio e você me puxa para movimentar os braços e as pessoas passam e vêem eu o corpo e os dedos a girar com as pernas fixas ao chão sempre a mesma cor sempre o mesmo movimento o corpo e eu e as pessoas que nos olham a girar repetidamente
as pessoas desaparecem e você me cala e continua a rodar sem partir na minha companhia
fevereiro 07, 2014
fevereiro 05, 2014
sala de estar
Na companhia de chegar. Em casa o gosto de ficar sozinho pouco a pouco. E pensar em ti.
novembro 09, 2013
Hoje, eu me procurei pela casa inteira por horas, me perdia em me achar pela casa, em todos os cantos por cada detalhe mínimo por máximo e vice-versa. Sem sucesso não me encontrei em nenhum GPS ou radar. Não estava nem debaixo nem em cima do colchão, também não me encontrei debaixo da cama, muito menos no armário e nem em nenhuma gaveta do criado mudo, não estava na pasta de arquivos no serviço e não encontrava na caixa do correio do condomínio e nem perdido entre as bolinhas de papel da cestinha embaixo da minha mesa. Me procurei nos bolsos da calça e da camisa, também não me achei na embalagem de leite em caixinha, lá não tinha minha foto como desaparecido nem meu nome como procurado no mural da delegacia. Decepcionado fiquei, em não ver nada a respeito na televisão, o rádio não ouvi nada, os jornais pior ainda, futebol, guerra do tráfico com a polícia, glamour da coluna social, e os capítulos da novela das nove, mas eu não estava lá, e ninguém citou meu nome, até nos classificados procurei, mas só conjugados, dois quartos com suíte e duas vagas na garagem, com porteiro 24 horas, meu nome e meu rosto não estava no outdoor, muito menos no vidro traseiro de nenhum ônibus.
Fui então me procurar, me procurar pelos lugares improváveis, assim, atrás de mim, me procurar onde eu não estou, digo, aonde eu possa me encontrar, eu que não estou nem aqui, nem ali, nem debaixo, como fazer? Pra aonde ir? Me procurar pelos lugares improváveis atrás de mim, pela escuridão tentar me achar, percorrer os cantos escuros aonde eu, atrás de mim, pelas minhas sombras, digo, pelas sombras me encontrar. Isso me basta, digo, isso basta, isso basta, isso basta, isso basta, isso basta, isso basta, basta talvez percorrer pelas palavras, depois da escuridão as palavras, nos cantos das páginas amarelecidas, percorrer atrás de mim, nos cantos escuros das páginas amarelecidas, assim, me procurar nas assinaturas ilegíveis nos cantos escuros das páginas amarelecidas, assim, eu posso, atrás de mim, me encontrar.
(*Escritos com César)
setembro 18, 2013
setembro 12, 2013
As repetições. As rodas. Os redemoinhos.
Frestas meio abertas
De venezianas
Caressem
Silêncios intensos
Ora um e ora o outro
Correm-se
Gestos dançados
Observados
Na metade
A mesma voz
Melódica
Partida
Cama querendo
Ora um e ora o outro
Olho
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